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7:16 p.m. - 2005-06-22
New Metal: disco do Slipknot
Feios, sujos e não mais tão
malvados
As bizarras máscaras de
terror e os macacões com enormes códigos de barras continuam quase os
mesmos. Mas algo mudou bastante no Slipknot em seu terceiro álbum.
Faixas barulhentas, berradas e paranóicas agora dividem espaço com belas
baladas e até um refrão que remete a hard rock. Fabricio
Muller ouviu Vol. 3: The Subliminal Verses e conta mais sobre a
nova fase do grpo americano. |
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“Vocês se lembram dos nossos
cabelos?” |
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O Slipknot é uma banda de metal composta de nove
(?!) membros que sempre se apresentam com máscaras de filmes de terror e
macacões com enormes códigos de barras estampados – o que causa um efeito
assustador (ou simplesmente ridículo, segundo os detratores). O som é
barulhento, próximo do nü metal; os vocais, berrados; as letras,
niilistas e desesperadas. É uma banda que causa grande impacto pela
violência sonora e visual.
A receita apresentada acima foi seguida
quase à risca nos dois primeiros álbuns do grupo (Slipknot e
Iowa, respectivamente de 1999 e 2001). Apesar do radicalismo do
grupo (ou por causa das presepadas, como dizem os mesmos detratores) estes
discos obtiveram grande sucesso comercial, criando para o Slipknot uma
multidão de fãs, principalmente adolescentes. No terceiro disco da banda,
Vol. 3: The Subliminal Verses (Roadrunner/Sum), já lançado no
Brasil, o grupo mudou um pouco seu modo de fazer música. Como resultado,
boa parte da crítica, mesmo aquela não ligada ao metal, adorou. Muitos dos
fãs “das antigas” torceram o nariz. E o sucesso comercial continuou
espantoso.
As novidades de Vol. 3: The Subliminal Verses
estão nas belas baladas Circle (“Tudo o que eu quero são os sonhos que eu
tinha antes/ Tudo o que eu preciso, jamais precisei tanto/ Todas as minhas
perguntas são respostas aos meus pecados/ Todos os meus finais esperam por
começar”) e “Vermillion Pt. 2” (com letra e tema musical semelhantes à
pesada e também presente no disco, “Vermillion”); na lenta e depressiva
“Prelude 3.0” (“Eu não sei porque/ Você nunca me perguntou/ Eu não sei
porque/ Você nunca se importou/ [...] Agora acabou”); no refrão que lembra
hard rock em “Before I Forget”; e nos trechos romântico-açucarados
de “The Nameless”.
E o Slipknot barulhento, berrado e paranóico de
sempre está presente em grande parte das faixas. “The Opium Of The People”
apresenta uma dinâmica bastante semelhante à do System Of A Down; “Pulse
Of Maggots”, possui um riff sensacional. Há ainda a impressionante
“The Blister Exists” ("Você pode sentir isso?/ Eu morro para sentir isso",
"Mas o que eu sou?/ Outro número que não é igual a nenhum de vocês", "Eu
sou irregular/ Eu sou o estragado"); a rápida, niilista e contraditória
“Three Nill” ("Esta não é minha guerra/ Esta não é minha luta/ Isto é um
pouco mais/ Esta não é minha vida/ Esta não é minha revolução/ Esta não é
minha convolução"); e “Duality”, que lembra muito os primeiros sucessos da
banda por suas impressionantes mudanças de ritmos e refrão que gruda na
memória do ouvinte ("Eu empurro meus dedos dentro para dos meus olhos/ É a
única coisa que lentamente pára a dor/ Mas ela é feita de todas as coisas
que eu tenho que agüentar/ Jesus, isto nunca pára e continua indo cada vez
mais fundo").
Somando tudo, Vol. 3: The Subliminal Verses é
um excelente disco de uma banda radical, consistente e que não tem medo de
arriscar. |
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