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12:36 a.m. - 2005-06-23
Entrevista com MQN
Contra o público
O MQN é velho conhecido do Bacana. Aqui o vocalista
Fabrício Nobre contou as aventuras de sua primeira turnê americana, e
aqui está a resenha do
show deles no primeiro Curitiba Pop Festival, realizado em maio de 2003.
Conhecida por uma tempestuosa relação com o público de seus shows, a banda
formada por Fabrício Nobre [vocais], CJ [guitarra], Jorge
[baixo] e Miranda [bateria] acaba de lançar seu novo álbum,
o ótimo Bad Ass Rock and Roll (Monstro Discos).
O disco
todo tem forte pegada, com um instrumental afiado e o vocal rascante de
Nobre. O estilo é próximo do stoner rock e revela uma influência
evidente do grupo australiano de heavy metal AC/DC. Os maiores
destaques são a poderosa faixa de abertura “Come Into This Place Called
Hell”, a interessante “Money’s So Good” e a ótima “Let It Rock”. Para
falar sobre o disco, Nobre respondeu por e-mail a perguntas feitas pelo
xará Fabrico Muller. |
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Fabrício Nobre: “rock’n’roll nem que seja
apenas para o fim de semana” |
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Quais as bandas que mais influenciaram
vocês? Muita gente influencia cada membro da banda, mas vamos para
alguns em que, acho, o som da banda se espelha: Beatles, AC/DC, Mudhoney,
Iggy Pop, Kiss, Sonics...
Vocês acham que o rótulo
stoner é adequado para o MQN? Somos uma banda de
rock’n’roll. Se stoner, grunge, punk, hard
rock e garage são vertentes do rock, acho que podem nos dizer
que somos, sim, um pouco de cada uma destas coisa.
Por que
cantar em inglês? Eu, particularmente, acho que o português não combinaria
com o som do MQN... Achamos o mesmo que você. Fazer o tipo de som
que a gente faz é natural para gente. E natural que seja feito em
inglês...
O que significa MQN? MQN é sigla para Melhor
Que Nada ou Maximum Quantity Noise... O que agradar melhor o humor do
freguês.
O grupo tem a fama de ter uma relação meio tumultuada
com os espectadores nos shows. Esta fama tem algum fundamento? Para
quem não entende o show, nunca viu Iggy Pop & Stooges ou Mudhoney, não
vai entender mesmo. O show é meio contra o público. Quem entende adora,
quem não entende vai embora. Fazer o quê?
O que você apontaria
como destaque positivo e negativo no cenário musical atual aqui no
Brasil? Positivo são as bandas que correm festivais: Astronautas,
Walverdes, Daniel Belleza, Butchers, Autoramas... De negativo, as bandas
que dão chilique e não querem outras bandas de abertura no mesmo palco,
gente que era um dos independentes poucos dias atrás e agora ficam posando
de estrela... Melhor não citar nomes!
Quais os planos do MQN
para os próximos meses? Continuar viajando. Agora que fizemos Norte
e Nordeste, vamos rumar para o sul.
Ao ouvir o disco, sente-se
bastante sinceridade no som do MQN. Por causa disso vem uma pergunta para
lá de clichê: o que é o rock’n’roll para vocês? É só um ritmo ou é
todo um modo de vida? É uma coisa que amamos fazer. E viver. Nem
que seja só no final de semana... [risos]
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