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8:42 p.m. - 2005-06-22
Metal: discos de Coal Chamber, Spineshank, Dillinger Escape Plan e Hatebreed
Peso para todos os
lados
Gravadora que vem apostando
com sucesso no metal, a Sum Records lança um pacote com quatro discos de
vertentes variadas. O Coal Chamber “ressurge” após o encerramento
das atividades com uma coletânea de raridades para os fãs. O
Spineshank chega com seu nü metal de bom potencial
radiofônico. Amigos de Mike Patton, o Dillinger Escape Plan mistura
hardcore, thrash e algo próximo do jazz de
vanguarda. E o Hatebreed aposta no metalcore repleto de
agressividade e palavras de ordem. Por Fabrício
Muller. |
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Coletânea de sobras, remixes e raridades
revive o Coal Chamber |
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A Sum Records há algum tempo vem investindo no
segmento fonográfico do metal. De tempos em tempos, disponibiliza bons
relançamentos e novidades do gênero. Recentemente editou por aqui um
excelente pacote com discos representando diversas vertentes do metal
moderno.
O Coal Chamber, que encerrou suas atividades ano
passado, foi um dos primeiros grupos a fazer um som próximo do nü
metal (com alguma coisa de gótico, principalmente no visual).
Giving The Devil His Due é uma coletânea de sobras com lados b,
demos, remixes, registros ao vivo e versões alternativas de músicas
conhecidas. "Praticamente nada digno de nota ficou fora", escreveu a
respeito Monte Conner, da Roadrunner Records (a gravadora da banda lá
fora), no ótimo texto que acompanha o álbum.
Realmente, o disco
impressiona. Praticamente não há faixa ruim. O Coal Chamber mostra aqui
toda a força de seu nü metal agressivo e sujo. Os maiores destaques
são as cadenciadas e marcantes “Blisters” e “El Cu Cuy (Man-To-Monster
Mix)”, além das poderosas “Anxiety” e “Save Yourself”. Muito boas também,
pela impressionante pegada (apesar da baixa qualidade da gravação), são as
faixas 15 a 20. São versões demo produzidas entre 1994 e 1995,
praticamente as primeiras coisas que o Coal Chamber gravou.
O
Spineshank é uma banda angelena que iniciou suas atividades em
1996. Faz um nü metal rápido e bem menos agressivo que congêneres
como Slipknot ou Korn – é um som quase pop, na linha de Linkin’ Park. Não
deixa de ser agradável de ouvir e tem um bom potencial para tocar na rádio
– com tudo de bom e de ruim que isto significa. Self Destructive
Pattern, lançado originalmente em 2003, é seu terceiro álbum. O disco
tem qualidade quase uniforme, com pequeno destaque para as faixas “Violent
Mood Swings”, “Smothered”, “Beginning Of The End” e “Forgotten”.
Muito mais complexo é o som do Dillinger Escape Plan, que
chega com um EP homônimo de seis músicas. O grupo – um dos favoritos de
Mike Patton, que colaborou com eles em “Irony Is A Dead Scene” (também
lançado recentemente pela Sum) – faz um som difícil de definir, uma
espécie de mistura de hardcore e thrash com vocais berrados
e uma dinâmica obsessiva, estranha, cheia de mudanças de andamento,
próxima do jazz de vanguarda. Conforme o estado de espírito do ouvinte
pode ser considerado genial ou simplesmente angustiante e opressivo. Mas
não há dúvida de que o disco melhora a cada nova audição. Provavelmente
porque, com o tempo, nós vamos nos acostumando com aquela doideira toda).
O último lançamento da Sum analisado aqui – mas nem de longe o
menos importante – é Rise Of Brutality, terceiro e mais recente
álbum da banda de metalcore Hatebreed. O som é poderoso,
urgente, com uma pegada fora do comum. O vocal é rouco e berrado; as
letras, revoltadas e agressivas, repletas de palavras de ordem ("Uma lição
vivida é uma lição aprendida", "Enfrente o que está te consumindo",
"Escolha ou deixe que escolham por você", "Não confie em ninguém", "Se
você acha que sabe a verdade, você mente", "Se eu conseguir me controlar
eu controlo meu destino", "Isto é agora! Como eu posso mudar o amanhã se
eu não mudar hoje?"). É até uma injustiça falar em destaques em um disco
tão extraordinário e homogêneo. De todo modo, a hipnótica “Live For This”,
a violenta “Another Day”, “Another Vendetta” e “This Is Now”, com seu
impressionante refrão, parecem ser um pouco superiores às demais.
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