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7:20 p.m. - 2005-06-22
Livro: Sim, os deuses eram astronautas, de Erich von Däniken
Tese 9 do Espaço
Sideral
Primeiro ele perguntou a
todos se eram os deuses astronautas, Agora, três décadas depois, ele
afirma categoricamente. Em Sim, Os Deuses Eram Astronautas,
Erich von Däniken analisa trechos bíblicos, milagres da Igreja
Católica, a antiga literatura indiana e vestígios que teriam sido deixados
em Marte e na Lua. A comunidade científica não o leva muito sério,
entretanto. Fabrício Muller analisa as novas teorias do
alemão. |
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Fotos de Marte que, segundo Däniken,
seriam "vestígios" de visitas de extraterrestres |
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A Editora Nova Era (pertencente à Editora Record)
está lançando Sim, Os Deuses Eram Astronautas (270 páginas), de
Erich von Däniken. Esta é uma espécie de resposta ao famoso Eram os
Deuses Astronautas?, livro do mesmo autor, lançado originalmente na
década de 70.
A tese principal de Däniken – pela qual ele tem
batalhado desde os primeiros livros – é de que os deuses de todas as
religiões, sejam elas grandes ou pequenas, na verdade eram astronautas
extraterrenos que estiveram aqui há muitos milhares de anos. Para provar
suas teses, em Sim, Os Deuses Eram Astronautas o autor analisa
muitas crenças ao redor do globo, se concentrando principalmente na
tradição Judaico-Cristã e no Hinduísmo.
O início do livro analisa
alguns trechos da Bíblia, mas sem resultados muito expressivos. A tese
principal de Däniken é de que um Deus perfeito não seria tão
incoerente como aquele que aparece no Antigo Testamento. O problema
aqui é que este argumento é antigo, utilizado por céticos de todas as
épocas para tentar provar que Deus não existe – e não que ele tenha
sido um extraterreno. É verdade, porém, que Däniken tenta apresentar
algumas provas de que na Bíblia são descritas algumas tecnologias
sofisticadas – mas um tanto superficialmente.
Depois disso o autor
analisa alguns milagres da Igreja Católica, principalmente o de Fátima.
Segundo Däniken, o impressionante fenômeno do prodígio do sol
(quando 70 mil pessoas viram o astro, entre outras coisas, girar sobre si
mesmo, andar de um lado para outro e lançar no espaço cascatas de cores
vermelha, verde, azul e roxa) foi, na verdade, uma maneira que
extraterrenos utilizaram para mandar algum recado para os terráqueos –
qual recado, exatamente, o autor parece não saber. Däniken, também neste
capítulo, entra em especulações sobre o Terceiro Segredo de Fátima, mas
sem impressionar muito o leitor.
Os argumentos mais fortes do
escritor alemão aparecem em sua longa análise da gigantesca literatura
antiga indiana, como os Vedas e o Mahabharata. Däniken
mostra trechos onde, por exemplo; armas sofisticadíssimas; batalhas no
espaço; viagens a Lua e a Marte; e mesmo a radioatividade eram descritos,
segundo ele, em detalhe. Realmente, é de se ficar perguntando de onde os
antigos hindus tiravam idéias para descrever tantos eventos fantásticos.
Mas aí fica uma pergunta: como estas civilizações extraterrenas
vieram há um tempo enorme para cá, fizeram batalhas extraordinárias com
tecnologias muito mais sofisticadas que a nossa atual, e praticamente não
deixaram rastros? Däniken responde que, se os vestígios da Segunda Guerra
Mundial se concentram quase que só em museus, o que dirá de batalhas
ocorridas aqui há muitos milhares de anos? Mas, mesmo assim, acrescenta,
vestígios existem – e ele passa a descrever alguns deles. Por exemplo,
aquelas famosas fotos de Marte mostrando algo parecido com uma imensa
pirâmide, além de outras estruturas retangulares (ilustração acima). Outro
vestígio são linhas na Lua que ninguém sabe de onde vieram (ilustração do
índice desta edição). Isto sem contar coisas estranhas aqui na Terra, como
o uso de mercúrio e mica por povos antigos e a detecção de radioatividade
em escavações na Índia. Däniken, entretanto, lamenta a falta de dinheiro
para pesquisas mais aprofundadas – agrava o fato de que praticamente
ninguém, nos meios científicos, parece levá-lo a sério.
E fica
ainda outra pergunta. O que, afinal, fez com que toda esta tecnologia se
perdesse? Muito embora Däniken não se aventure a responder isto, ele acha
que os humanos apenas viam acontecimentos extraordinários – como batalhas
entre naves espaciais – ocorrerem, sem entender direito o que acontecia.
Para tentar elaborar tudo isto, os homens da Antigüidade acabavam achando
que os extraterrenos eram deuses e descreviam o que viam da maneira
possível para a época. Primeiro oralmente e depois em livros baseados na
tradição oral.
É tudo verdade? É tudo balela? Fica para o leitor
responder. Quanto a mim, acho bacana imaginar um passado louco desses,
principalmente no que se refere à parte hindu da obra. Nem que seja para
pensar em tudo isto em termos de ficção científica.
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