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6:40 p.m. - 2005-06-22
Matéria: Curitiba New Metal
Novo novo metal
Juntar as forças e ter como objetivo principal para ajudar
mutuamente bandas congêneres. Esta é a proposta do Curitiba New
Metal, movimento que vem fazendo barulho não só nos palcos
underground da cidade como também na internet. Tendo como centro a
fusão do peso do metal com outros estilos, seis bandas deram o pontapé
inicial para a exportação de um novo pólo musical na capital paranaense.
Fabrício Muller mergulhou no universo e conta mais sobre essa
história. |
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Sleetch (ao lado) e Phobya (no índice):
dois integrantes da unida turma do new metal
curitibano |
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Este é um movimento de bandas que têm "somado as
forças" para fazer shows conjuntos, disponibilizar MP3, trocar
experiências e formar um bom background para que todos cresçam em
conjunto. Se você mora em Curitiba, aprecia música barulhenta com afinação
baixa e gosta de ver boas bandas no estilo, o Curitiba New Metal está aí
mesmo para servi-lo.
União é a palavra-chave para descrever o
movimento. Segundo Juliano, baterista do Sickshed, e um dos organizadores
do CNM, as bandas curitibanas de new metal tocavam sempre para as
mesmas pessoas, em shows dispersos pela cidade. Então ele e outros
músicos, como Flávio, guitarrista do Sleetch, criaram a idéia de se fazer
um portal na internet. Surgiu assim o www.curitibanewmetal.com, site que
oferece, gratuitamente, um espaço para as bandas para que elas possam
disponibilizar MP3 e divulgar seu trabalho. Agora o site também
conta com um fórum, já com um grande número de posts. E o principal
feito do CNM até agora foi seu primeiro festival.
Realizado em 13
de março no Rephinaria Café & Cachaçaria, o Curitiba New Metal Fest
contou com a presença de seis bandas: Intribe, Phobya, Shaken, Sleetch,
Sickshed e Fluid. Foram computadas 420 pessoas dentro do bar – fora as
cinqüenta que ficaram de fora. "Um susto, mas foi ótimo", é o depoimento
mais comum a respeito daquela lotada noite de domingo. A cerveja estava
quente, é verdade. Faltaram bebidas não alcoólicas, também é verdade. Teve
gente que passou mal por causa da falta de ventilação. O local,
definitivamente, não estava preparado para aquela gente toda - mas
pergunte para qualquer um dos músicos participantes sobre o festival que
você vai ver os seus olhos brilharem.
Singing in
english Para tomar contato com os envolvidos no CNM, o
Bacana foi assistir, em 28 de março, a uma apresentação de duas das
bandas do movimento em um pequeno bar na Rua Saldanha Marinho chamado
Salim Pub. O show foi feito para arrumar fundos para o primeiro o
lançamento do primeiro CD do Phobya (a primeira banda da noite), que
deverá ser lançado ainda em abril – e e o pessoal do Sleetch foi tocar na
camaradagem. Foi pouca gente, mas as bandas (parafraseando jogadores de
futebol) deram o melhor de si – se você gosta deste tipo de som,
recomendo.
Diego (o Pança) e Tiago (o Fera) são respectivamente o
guitarrista e o vocalista do Phobya – simples, simpáticos e bem
articulados, aliás, como todos do CNM com quem a reportagem do
Bacana conversou. Eles cantam em inglês por vários motivos, entre
eles o fato do som combinar mais nesta língua e porque Tiago fala o idioma
desde os dez anos. Como acontece freqüentemente em músicos do estilo, o
pessoal do Phobya ouve outros estilos além do new metal: segundo o
guitarrista Diego, a seleção vai "de Toquinho a Stone Temple Pilots". E o
som, parece com o quê? "Dizem que parece Staind", dizem os eles. "Mas isto
não importa muito. Nós fazemos um show como a gente gosta, com a cara da
gente".
O set da Phobya, de praticamente uma hora, foi composto
apenas com músicas próprias. O simpático Tiago apresentava as músicas e
agradecia aos presentes nos intervalos. A banda, muito pesada e com
praticamente seis anos de estrada, mostrou um vocalista com grande
presença de palco e um som muito bem encaixado, com destaque para o
guitarrista Diego.
O Sleetch tem um MP3 ("Ripley") rodando na
internet e que é realmente uma pérola, pesada e melódica na medida certa.
Flávio, o guitarrista, diz que, com apenas seis meses de estrada, eles
jamais esperavam que a música tivesse a aceitação tão rápida que acabou
ocorrendo.
A banda é uma das líderes do Curitiba New Metal e está
extremamente entusiasmada com o movimento. A idéia mesmo é prestar um
serviço para as bandas, para que alguém estoure já com bastante
experiência de palco. A qualidade também é fundamental: utilizar sempre um
equipamento o mais profissional possível é uma preocupação constante.
O Sleetch também pensa grande. Canta em inglês porque, entre
outras coisas, um mercado em vista é o europeu – eles citam o exemplo a
banda francesa de new metal Plymo, que faz "um excelente som". Os
curitibanos ainda acrescentam que o cenário americano é muito difícil de
ser atingido, pois "há muita panelinha". O Sleetch está gravando uma demo,
que deve ficar pronta em maio.
Outra mostra de como o pessoal do
CNM "pensa grande" é outra banda de Curitiba, o Slander. Citada pelo
Sleetch, a banda tem um dos integrantes fazendo divulgação de seu trabalho
em Los Angeles.
Antes do show do Sleetch no Salim Pub, o
Bacana também conversou com dois integrantes da Sickshed: o
supracitado Juliano, baterista, e o guitarista Fernando A. Com cinco anos
de atividades, a banda já tocou em diversas cidades, como São Paulo,
Joinville (SC), Petrópolis (RJ) e Maringá. Em 2001 eles gravaram, em
Londrina, um CD demo cujo resultado não agradou muito, já que o produtor
não dera o devido destaque para a percussão (bumbo e repique), que sofre
influências de música eletrônica. A banda está com um single
engatilhado e disponibiliza dois (ótimos) MP3 no seu site. E o que o Sickshed gosta de ouvir?
"Slipknot, new metal, música eletrônica... Principalmente Massive
Attack".
A conversa é interrompida para ver o show do Sleetch.
Vocal, dois guitarristas, baixo e bateria, todos os membros vestidos de
preto, a banda impressiona pela energia de palco. Infelizmente eles
tiveram problemas para passar o som – o próprio vocalista Cléber se
desculpou no final da apresentação. Isso, na verdade, nem prejudicou
tanto, já que o show foi barulhento e muito bom. “Ripley” impressiona ao
vivo, mas a banda poderia ter tocado mais músicas de sua própria autoria.
No total, o Salim mostrou dois ótimos shows de um pessoal que sua
a camisa. O Curitiba New Metal tem um bom futuro pela frente.
Sites do CNM
Curitiba New Metal Intribe Shaken Sickshed Slander Phobya
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