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4:29 p.m. - 2005-06-22
Metal: disco do Incubus
Vale pela música
Críticas a popstars megalomaníacos, queixas contra a
televisão, declarações de amor colegial, ameaça aos poderosos... Nas
letras que canta, Brandon Boyd deixa muito a desejar. Contudo, o novo
álbum do Incubus compensa o investimento por causa da inacreditável
pegada, refrões certeiros e arranjos bem nervosos. Fabrício Muller
analisa A Crow Left Of The Murder. |
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A Crow Left… é uma espécie de
aperfeiçoamento dos últimos álbuns do Incubus |
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Banda californiana formada no início dos anos 90, o
Incubus despontou para o sucesso quando começou a excursionar com grupos
como Limp Bizkit, Coal Chamber, Korn e Papa Roach - e deve ser por isto
que alguns ainda insistem em colocar o rótulo de nü metal neles. Se
nos primeiros e mais pesados álbuns da banda (Fungus Amongus e
S.C.I.E.N.C.E, respectivamente de 1995 e 1997) este epíteto já não
lhes cabia direito dada a multiplicidade de influências, os subseqüentes
(Make Yourself e Morning View, de 1999 e 2001)
definitivamente não podem ser chamados de discos de "novo metal". Ambos
são bons discos de rock, com bastante punch e que não apresentam as
características do estilo que a crítica ama odiar.
O novo
lançamento, A Crow Left Of The Murder (Epic/Sony), é uma espécie de
aperfeiçoamento dos dois anteriores. É um grande disco de um rock nervoso,
vigoroso, com estilo que, embora deixe menos espaço para o funk, tem um
quê de Red Hot Chilli Peppers – só que com mais pegada e um vocalista bem
melhor. Além disso, a banda tem um grande senso melódico e a capacidade de
fazer ótimos refrões, que grudam na cabeça.
Algumas canções são
muito pesadas e com punch inacreditável, como as agressivas
“Pistola”, “Smile Lines”, “Leech” e, principalmente, “Megalomaniac”, a
melhor do disco. Outras, menos pesadas, como “Made For TV Movie”,
“Agoraphobia” e “Talk Shows On Mute”, têm seu ponto alto nos lindos
refrões. Já Priceless é quase punk rock. E nas baladas “Here In My Room” e
“Southern Girl”, o Incubus também acerta a mão.
Ns versos que
canta, o vocalista Brandon Boyd critica popstars megalomaníacos
(“Megalomaniac”), queixa-se da mídia televisiva (“Talk Shows On Mute”,
“Made For TV Movie”), ameaça os poderosos (“Beware! Criminal!”) ou
simplesmente mostra a que veio (“Pistola”). Quando fala de amor
(exatamente nas duas baladas) parece um colegial – o que não deixa de ter
charme.
Resumo da ópera: se as letras não chegam a impressionar,
musicalmente A Crow Left Of The Murder é um disco brilhante. E vale
o investimento. |
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