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3:51 p.m. - 2005-06-22
Metal: discos de Korn e Deftones
Leve-me de volta ao
início
Ícones que escreveram a
história do nü metal ensaiam uma espécie de “retorno às origens” em
seus novos álbuns. O Deftones remete aos tempos de Around The
Fur no disco que leva o nome da banda. Já Take A Look In The
Mirror traz tuido o que se pode esperar do Korn: punch
fenomenal, afinação baixa, contrabaixo poderoso, letras agressivas ou
desesperadas e um pouco de rap. Por Fabrício Muller |
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No novo disco, o Korn voltou a apostar na
sonoridade que ajudou a construir a fama da banda |
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Dois ótimos lançamentos recentes de nü
metal. O álbum homônimo (Maverick/Warner), do Deftones, e Take A
Look In The Mirror (Epic/Sony), do Korn, continuam a saga do estilo que,
segundo seus muitos detratores, tem o objetivo único de destruir a
melodia. Eles são bem-sucedidas tentativas de uma espécie de retorno às
origens após lançamentos menos pesados – o ambicioso-mas-às-vezes-chato
White Pony (Deftones) e o estranho – na falta de outra palavra –
Untouchables (Korn).
O Deftones tem um estilo todo próprio.
O instrumental fica fazendo um grande barulho de fundo (que parece não
sair do lugar), enquanto o vocalista Chino Moreno aproveita seus
excelentes dotes vocais para cantar notas quase sempre longas e muitas
vezes com suavidade. E é exatamente o contraste entre o instrumental
agressivo e o vocal elaborado o grande segredo do grupo – que , é preciso
que se diga, é simplesmente brilhante quando acerta a mão.
Deftones, o disco, remete diretamente ao melhor trabalho da
banda – o excelente Around The Fur (1997). O álbum tem alguns
pontos baixos: a desinteressante “Good Morning Beautiful”, a experimental
“Lucky You” e a lentíssima “Anniversary Of An Uninteresting Event”. Tudo
isso, porém, é largamente superados pelas melhores faixas: a desesperada
“When Girls Telephone Boys”; as impactantes (e típicas do "estilo
Deftones") “Needles And Pins” e “Minerva”; a repetitiva, barulhenta e
extremamente bem-sucedida “Moana”; e o grande ponto alto, “Deathblow”, com
suas arrepiantes mudanças de clima.
O Korn é a banda que definiu o
nü metal em seu primeiro álbum, conforme o Bacana apresentou
aqui, na seção Coleção da edição passada. E o novo disco tem tudo o que
pode se esperas da banda: punch fenomenal, afinação baixa,
contrabaixo poderoso, letras desesperadas ou agressivas e um pouco de rap.
Take A Look In The Mirror está em nível semelhante aos
excelentes Follow The Leader e Life Is Peachy, mas um pouco
abaixo do clássico disco de estréia – o que não chega a ser, obviamente,
um problema grave. É verdade que os detratores se queixam de que o Korn
tenha feito mais um disco igual mas, dada a qualidade deste, tal crítica
acaba fazendo pouco sentido.
Quase todas as novas faixas são boas.
Como as hipnóticas “Deep Inside” e “Right Now”; o lindo tema melódico nas
estrofes de “Here It Comes Again”; o canto desesperado da belíssima
“Everything I've Know”; “Let's Do This Now, com a gaita de fole do
vocalista Jonathan Davis e seu marcante refrão; a rápida “Y'all Want A
Single”. Mas nenhuma supera “Play Me” (com um extraordinário tema de
contrabaixo; cantada por Davis com o rapper Nas) e a notável e pesada
“When Will This End”. |
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